Andava calma pela rua interminavelmente reta. Um livro na mão, um punhado de idéias na cabeça e uma lista de como viver a vida na bolsa. Segura do futuro, esquecendo do passado. Cabelos ao vento, um amor tranquilo e um veneno anti-monotonia.
Tudo o que precisava agora era de uma pitada de felicidade em pó e alguns segredos de liquidificador. Não se importava que a felicidade acabasse derretendo e sumindo no final das contas, preferia uma felicidade branda. Não se importava que os segredos acabassem sendo mentiras. Afinal, mentiras sinceras sempre interessam.
